SETE DIAS COM MARILYN

Por Camila Mota

 

Marilyn Monroe foi uma das mais célebres atrizes norte-americanas na década de 50, brilhava não somente por ser talentosa, mas por ser também um ícone de sensualidade e popularidade no século XX.

Em Sete Dias com Marilyn, o diretor Simon Curtis leva ao espectador, através do olhar do personagem Colin Clarck, a relação tensa que ocorreu entre Marilyn Monroe e Laurence Olivier, durante as gravações do filme O Príncipe Encantado.

Como toda grande atriz, Marilyn tinha seus próprios meios para decorar falas e preparar sua atuação, porém as divergências entre ela e Laurence Olivier aparecem, e o convívio entre ambos vai ficando cada vez mais difícil durante as gravações.

Colin Clarck é o grande atenuador de toda a situação, pois buscava sempre soluções que pudessem fazer com que o trabalho da grande estrela dos filmes americanos rendesse cada vez mais, e com a melhor qualidade possível, e é nessa tentativa que ambos irão passar uma semana (sete dias) longe dos sets de gravação. É só a partir da volta de ambos que o trabalho de Marilyn irá fluir, e é dessa fuga também que se originou o titulo do filme.

Sete dias com Marilyn ganha pontos, pois leva ao espectador a compartilhar da experiência da atriz ao estar participando deste filme, desmistificando em muito a visão que temos quando se trata de falar em Marilyn Monroe.

É ainda uma obra que brinca com o próprio aparato cinematográfico, fala do seu próprio meio, um filme que mostra a receita de como se fazer um filme, quais as funções necessárias para a criação cinematográfica, como as pessoas as desempenham, e ainda cita grandes nomes do cinema americano, como os diretores Stanley Kubrick e Orson Welles.

É válido também ressaltar a atuação dos atores Michele Willians (indicada ao oscar de melhor atriz),  que interpreta Marilyn Monroe, e de Eddie Redmayne, que interpreta Colin Clarck. Ambos fazem com que o filme seja apresentado ao espectador de forma leve e suave, valorizando cada minuto e criando as condições de identificação com o mesmo.

Assim, é uma obra surpreendente e maravilhosa de assistir, pois nos mostra uma Marilyn confusa, desconfortável e muitas vezes assustada, mas que ainda assim consegue fazer seu trabalho muito bem, superando todas as expectativas, mostrando-nos uma brecha rápida da verdadeira mulher que se escondia por baixo da imagem da sexy e estonteante Marilyn Monroe que sempre conhecemos.

 

 

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