O CORVO

Por Camila Mota

Edgar Allan Poe foi um escritor, poeta, romancista e crítico literário estado-unidense, e que nesse filme, aparece como o único capaz de poder resolver os crimes que vem acontecendo na cidade de Baltimore. O filme traz ainda a suposta história de como Poe morreu, e de como ele viveu seus últimos dias.

Vemos o desenrolar da história de um assassino em série, que para cada vitima deixa uma pista de acordo com as histórias de Poe, e que acaba também por sequestrar a noiva do escritor, e assim passa a travar um jogo de gato e rato, onde Poe tem que escrever a cada novo assassinato que acontece uma nova história e publicá-la no jornal, e só isso é o que mantém a bela Emily viva.

É interessante, porque através do filme, o espectador pode passar a conhecer um pouco mais a respeito de algumas obras de Poe, como: Os crimes da rua Morgue, O Mistério de Maria Roget e A Carta roubada, dentre outras.

O que vale ser ressaltado neste filme é a montagem e o som, ambos são muito bons, e construídos de forma impecáveis. As fusões que são feitas na montagem, apesar de ser um efeito que é muito mais utilizado ultimamente em filmes românticos, são perfeitas e acrescentam em muito no que diz respeito ao tom de suspense que o filme deve ter, elegendo assim um diferencial em sua estética.

O som, muito bem desenhado, consegue prender o espectador na teia emaranhada do suspense, e faz com que ele se assuste muitas vezes não por imagens fortes, mas pela bela construção entre a engenharia sonora e visual, muito bem sucedidas.

O corvo consegue trabalhar muito bem com as características do movimento expressionista, trabalhando com o jogo entre claros e escuros, e sombras, que deixam muitas vezes o espectador perturbado em só ver sombras e silhuetas e não saber ao certo o que vai acontecer na próxima cena, e nem mesmo conseguir desconfiar quem é o assassino do filme.

É, assim, uma história bem escrita, com uma narrativa que se conclui, e que passa boas doses de susto e tensão para quem o assiste. O corvo consegue não ser só mais um filme bobo de suspense, mas um filme que vem com influências concretas de um cinema clássico, e que se mostra forte e capaz de prender o espectador até o final do filme.

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